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A empresária Maria Angélica Caixeta Gontijo, suspeita de mandar matar o advogado Roberto Zampieri, de 57 anos, no dia 5 de dezembro, em Cuiabá, foi solta e deverá ser monitorada por tornozeleira eletrônica. A decisão dessa quinta-feira (18) é do juiz João Bosco Soares da Silva.
A defesa de Maria Angélica informou que não há provas concretas da participação da empresária na execução do advogado.
Conforme a Justiça, a soltura da empresária aconteceu pois, ao analisar a situação apresentada, o juiz observou que não foram atendidos, de forma simultânea, todos os critérios estabelecidos pelo Supremo Tribunal Federal, sendo eles:
- For imprescindível para as investigações do inquérito policial;
- Houver fundadas razões de autoria ou participação do indiciado nos crimes;
- For justificada em fatos novos ou contemporâneos que fundamentem a medida;
- A medida for adequada à gravidade concreta do crime, às circunstâncias do fato e às condições pessoais do indiciado;
- Não for suficiente a imposição de medidas cautelares diversas.
Ainda de acordo com o documento, “a prisão temporária não é de cunho definitivo, mas de escopo transitório e cautelar, a fim de que, na fase de investigação, os ritos e diligências feitas pela autoridade investigativa atinjam sua eficácia jurídico-legal, logo com prazo de duração determinado”.
Por fim, para a não prorrogação da prisão temporária da empresária, aplicam-se as seguintes medidas:
- Manter o endereço e o contato telefônico atualizados para ser intimada ou ouvida a qualquer momento;
- Não mudar de residência sem autorização deste Juízo;
- Comparecer a todos os atos processuais para os quais for intimada;
- Suspensão do Passaporte da representada;
- Suspensão do CAC da representada;
- Monitoramento Eletrônico.
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) informou que manifestou favorável à prorrogação da prisão temporária dos envolvidos no homicídio do advogado Zampieri e que recorrerá da decisão.
Prisão e pedido de liberdade
Maria Angélica foi presa no dia 20 de dezembro, em Patos de Minas (MG). Segundo a Polícia Civil de Mato Grosso, ela teria ordenado o assassinato do advogado após ter perdido uma disputa judicial por uma fazenda de cerca de 20 mil hectares no município de Ribeirão Cascalheira, região do Vale do Araguaia. O advogado assassinado era a parte contrária na ação.
A empresária pediu para que a prisão preventiva fosse substituída por domiciliar, considerando que ela é mãe de uma criança de 4 anos e cuida do pai, diagnosticado com Alzheimer. No entanto, na última sexta (12), a presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministra Thereza Assis Moura, negou o pedido de habeas corpus e manteve a prisão da empresária.
Fonte: g1.globo.com

















