A Polícia Civil de Campo Verde deflagrou, na manhã desta terça-feira (13), a Operação Colateral, com o objetivo de cumprir ordens judiciais contra suspeitos de envolvimento no homicídio de Valdelírio, ocorrido na noite de 17 de setembro, no final da Avenida Ayrton Senna. A ação resultou na prisão de um dos investigados. O irmão dele, apontado como o segundo executor do crime, continua foragido.

Em entrevista à reportagem do Plantão da Notícia, o delegado Gabriel Conrado explicou que as investigações começaram logo após o assassinato e que os dois suspeitos foram identificados seis dias depois do crime.
De acordo com o delegado, a operação recebeu o nome de Colateral porque os investigados são irmãos e, juridicamente, possuem parentesco colateral.

Ao todo, foram expedidas quatro ordens judiciais: dois mandados de prisão cautelar e dois mandados de busca e apreensão domiciliar. Durante o cumprimento das medidas, os policiais prenderam um dos suspeitos e apreenderam celulares e roupas que, segundo a investigação, teriam sido utilizadas pelos envolvidos na execução do homicídio.
Vítima foi atingida por dois disparos
Conforme as informações apresentadas pelo delegado, a investigação indica que Valdelírio estava dentro da residência quando foi atacado. Um dos suspeitos teria encontrado dificuldades para entrar no imóvel e efetuado disparos da área externa em direção ao interior da casa.

A perícia necroscópica apontou que a vítima foi atingida por dois tiros, sendo um deles na região do pescoço. Segundo Conrado, foram efetuados cinco disparos durante a ação criminosa.
O delegado informou que, até o momento da entrevista, a motivação do homicídio ainda não estava oficialmente definida. A Polícia Civil aguardava a conclusão do laudo pericial do local do crime e analisaria os materiais apreendidos para aprofundar as investigações.
Polícia investiga possível participação de outras pessoas
Embora a operação tenha como alvos os dois irmãos apontados como executores, a Polícia Civil trabalha com a possibilidade de envolvimento de outras pessoas no assassinato.
Segundo Gabriel Conrado, há suspeitas de que terceiros possam ter repassado informações aos executores ou até mesmo participado do planejamento do crime. A análise dos celulares e dos demais materiais apreendidos deverá auxiliar na identificação de possíveis envolvidos.

O suspeito preso foi confrontado com elementos reunidos durante a investigação, incluindo imagens de câmeras de segurança, roupas, depoimentos e reconhecimentos fotográficos. Conforme o delegado, ele optou por permanecer em silêncio durante o interrogatório e deveria passar por audiência de custódia ainda naquela terça-feira.
O segundo investigado, identificado pelo apelido de Kevinho e pelo nome Ângelo no contexto da organização criminosa, permanecia foragido até o momento da entrevista.
Polícia apura possível motivação relacionada a boatos
Outro ponto destacado pelo delegado é a existência de um boletim de ocorrência registrado na véspera do homicídio. Segundo Conrado, testemunhas relataram que a vítima tinha conhecimento de rumores que circulavam no município sobre uma suposta prática de abuso sexual.

A Polícia Civil investiga a hipótese de que o assassinato possa ter sido motivado por uma tentativa de fazer justiça pelas próprias mãos, baseada em acusações ainda não comprovadas no contexto da investigação.
O delegado ressaltou, porém, que a motivação ainda precisa ser confirmada tecnicamente a partir da análise das provas reunidas.
As investigações continuam com o objetivo de localizar o suspeito foragido, esclarecer as circunstâncias do homicídio e identificar eventuais mandantes ou outros participantes do crime.

















