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A Justiça de Mato Grosso manteve a decisão que leva a júri popular os três acusados de participação em uma tentativa de chacina registrada no ano passado, em Peixoto de Azevedo, a 692 km de Cuiabá. Na ocasião, Bruno Gemilaki Dal Poz, a mãe dele Inês Gemilaki e Éder Gonçalves Rodrigues invadiram uma casa mataram a tiros os idosos Pilson Pereira da Silva, de 69 anos, e Rui Luiz Bogo, de 81 anos, além de ferirem outras pessoas, incluindo um padre.
A Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça rejeitou, por unanimidade, os embargos de declaração apresentados pela defesa do médico Bruno Dal Poz. A defesa alegava contradições no acórdão anterior que confirmou a pronúncia dos réus, ou seja, a decisão de levá-los a júri.
Bruno chegou a alegar que apenas acompanhou a mãe, mas os autos apontam que ele atirou com uma espingarda calibre 12 contra Enerci Afonso Lavall, uma das vítimas sobreviventes. Os três respondem por dois homicídios qualificados consumados e dois tentados.
Com a decisão judicial, caberá agora ao Tribunal do Júri definir se os réus serão condenados ou absolvidos das acusações. Ainda não há data marcada para o julgamento.
Relembre o caso
No dia 21 de abril de 2024, a pecuarista Ines Gemilaki, e o filho, o médico Bruno Gemilaki Dal Poz invadiram uma casa e mataram os dois idosos. Durante a ação, o padre José Roberto ficou ferido.
Conforme investigações, a suspeita de motivação do crime seria um desacordo comercial envolvendo pagamentos de aluguel da casa invadida. Segundo a polícia, o principal alvo do ataque era o dono da casa, que não foi atingido pelos tiros.
Dois dias após o crime, o marido de Ines, Marcio Ferreira Gonçalves, de 45 anos, e o irmão dele, Eder Gonçalves Rodrigues, foram presos por participação no crime. No mesmo dia, Ines e Bruno se entregaram à Polícia Civil.
Fonte: g1.globo.com

















