sexta-feira 6, novembro 2026

Operação investiga esquema de fraudes em contratos públicos no setor de eventos em MT

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Empresas não possuíam estrutura física, funcionários ou movimentação financeira compatível — Foto: Polícia Civil de Mato Grosso
Empresas não possuíam estrutura física, funcionários ou movimentação financeira compatível — Foto: Polícia Civil de Mato Grosso

Uma operação da Polícia Civil investiga um esquema de fraudes de licitações, associação criminosa e falsidade ideológica envolvendo empresas e empresários em Barra do Garças, a 516 km de Cuiabá, nesta sexta-feira (14). Ao todo, são cumpridos 58 ordens judiciais, durante a Operação Cenário Montado:

  • 13 mandados de busca e apreensão;
  • 9 mandados de sequestro de bens e valores;
  • 27 ordens de quebra de sigilo (nove bancários, nove fiscais e nove de dados dos investigados);
  • 9 determinações da suspensão das atividades das pessoas jurídicas envolvidas.

Segundo a polícia, a operação tem como objetivo desarticular um esquema criminoso de fraude em licitações públicas. O esquema era realizado por meio de empresas do setor de produção de eventos e shows, era utilizado para fraudar processos licitatórios em diversas cidades de Mato Grosso.

Entre os bens apreendidos estão 18 veículos pesados (entre caminhões, reboques e semirreboques), 13 veículos de passeio, quatro embarcações, duas motocicletas e três imóveis, além do bloqueio de valores que somam mais de R$ 2,5 milhões.

O grupo criminoso criava empresas de fachada ou utilizava “laranjas” para registrar as organizações formalmente. Com os CNPJs dessas empresas, o grupo participava de licitações públicas, simulando uma competição. Assim, garantiam que uma das empresas envolvidas no esquema fosse sempre a vencedora.

Alvos da operação são empresários e funcionários — Foto: Polícia Civil de Mato Grosso
Alvos da operação são empresários e funcionários — Foto: Polícia Civil de Mato Grosso

As investigações revelaram que as empresas não possuíam estrutura física, funcionários ou movimentação financeira compatível com os contratos firmados. Na prática, o grupo manipulava os certames para garantir que os contratos fossem direcionados a empresas do mesmo núcleo criminoso.

A operação é realizada por meio da 1ª Delegacia de Polícia de Barra do Garças e em parceria com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Fonte: g1.globo.com