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Um relatório técnico elaborado pelo Centro de Apoio Técnico à Execução (Caex) Ambiental, após vistoria do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) aponta processos erosivos que colocam em risco a segurança dos visitantes no Morro de Santo Antônio, em Santo Antônio do Leverger, a 35 km de Cuiabá. O documento foi elaborado pelo analista e engenheiro florestal José Guilherme Roquette no dia 9 de janeiro e divulgado nesta quarta-feira (15).
A vistoria realizada no dia 3 de janeiro identificou que o Plano de Controle de Erosão apresentado pela Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra) foi constituído basicamente por obras de drenagem das águas pluviais, e que somente essas obras não são suficientes para combater o impacto das chuvas.
De acordo com o relatório, as erosões têm evoluído rapidamente devido o período chuvoso e ausência de medidas de proteção do solo, agravados pelas características naturais do local. Foi observado também que cerca de 750 metros da estrada foi coberta com aterro e estruturas de drenagem foram instaladas no trecho, no entanto, essas obras também já estão sendo danificadas pelas condições climáticas.
A Reportagem entrou em conato com a Sinfra, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.
Além disso, o documento aponta que a interdição realizada pela Sinfra não impede a passagem de veículos, bicicletas e pedestres e não há placas informativas sobre a proibição de acesso.
“Durante a vistoria foram encontrados visitantes pedestres e ciclista ao longo do trajeto e no topo do morro, cujo deslocamento estava sendo feito pela área aberta pela Sinfra. Além disso, foram observados vestígios da presença recente de outros visitantes no local”, diz trecho do relatório.
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Segundo o relatório, não foram observadas estruturas para apoio ao longo do trajeto, como corrimões ou até mesmo a presença de vegetação nativa que poderia servir de apoio e minimizar os riscos de acidentes. O MPMT relembrou que, no dia 5 de janeiro, uma mulher sofreu uma queda no local, enquanto fazia trilha.
A vistoria também apontou que a intervenção deixou o solo completamente desprotegido, da área do estacionamento ao espaço da praça prevista no topo do morro, totalizando uma área de 2,97 hectares.
Por fim, o analista e engenheiro florestal afirmou que são necessárias medidas emergenciais para proteção do local. O MPMT recomendou a fixação de biomantas e retentores de sedimentos, além da plantação de espécies nativas do morro, em toda a área da estrada e instalação de placas advertindo os visitantes sobre a proibição de acesso e o risco à segurança no local.
Fonte: g1.globo.com

















