quinta-feira 5, novembro 2026

Novo deslizamento de terra em Chapada dos Guimarães deixa região sob alerta

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Pontos 7, 8 e 9, considerados os os mais críticos, segundo relatório — Foto: Azambuja Engenharia e Geotecnia
Pontos 7, 8 e 9, considerados os os mais críticos, segundo relatório — Foto: Azambuja Engenharia e Geotecnia

Motoristas que passavam pela região do Portão do Inferno, em Chapada dos Guimarães, a 65 km de Cuiabá, registraram mais um deslizamento de terra na tarde desta segunda-feira (11).

Segundo o Batalhão de Trânsito Urbano e Rodoviário da Polícia Militar (BPMTRAN), não houve carros atingidos e nem pessoas feridas. Uma equipe do município de Chapada dos Guimarães fez a limpeza da pista e a rodovia liberada por volta das 16h30.

A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) relatou que, embora seja uma rodovia estadual, a MT-251 está inscrita dentro do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães, e, portanto, precisa de autorização do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) para realizar as intervenções necessárias.

A Reportagem entrou em contato com o ICMBio para comentar sobre o fato, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

 

De acordo com um ofício feito pela Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT), foi constatado risco de deslizamento desde 2021.

O relatório feito neste ano identificou 10 locais com riscos de acidente geotécnico. Três pontos são considerados de criticidade elevada. O documento cita que as rochas apresentam folhelhos alternados com arenitos e que o sistema é muito drenante, fazendo com que a água se infiltre.

“Os problemas de estabilidade estão relacionados com a compartimentação dos blocos de arenitos. Durante chuvas torrenciais, a pressão de água favorece movimentos de tombamento desses blocos. Os blocos mais altos se tornam mais propensos a movimentos de rolamento. Esses arenitos caem em blocos individualizados e por fraturas”, diz o estudo.

Dez pontos entre o km 42 e 48 da rodovia que possuem instabilidades, segundo o relatório — Foto: Azambuja Engenharia e Geotecnia
Dez pontos entre o km 42 e 48 da rodovia que possuem instabilidades, segundo o relatório — Foto: Azambuja Engenharia e Geotecnia

O estudo mostra que os pontos 7, 8 e 9 são os mais críticos.

O professor de geologia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Caiubi Kuhn, disse que a possibilidade de deslizamento aumenta durante o período de chuvas e que é preciso tomar cuidado.

“Provavelmente depois de uma chuva atípica de 200 mm, 150 mm há risco de queda. É preciso o motorista se atentar principalmente na época de chuva intensa porque existe uma possibilidade muito maior desses blocos se soltarem. Locais que possuem a coloração mais proximas do vermelho são locais que os blocos já se desprenderam. Uma queda de bloco recente é o indício de que pode ter quedas maiores”, disse.

Fonte: g1.globo.com