Quatro estudantes do terceiro ano do Ensino Médio da Escola Estadual Waldemon Moraes Coelho, em Campo Verde, estão ganhando destaque no campo da ciência e do empreendedorismo. Sofia de Paula Felipe, Maria Clara Brescancin, Roberta Luísa Gomes Lopes e Nicole Martins avançaram para a etapa estadual do Desafio Liga Jovem Sebrae 2026 com um projeto que busca desenvolver uma alternativa sustentável para a iluminação urbana.

A iniciativa nasceu a partir do interesse das estudantes pela área de Exatas e pela oportunidade apresentada pelo Sebrae dentro do desafio. As jovens procuraram o professor Cleverson Moura, que passou a orientar o desenvolvimento da proposta.
Segundo as alunas, a possibilidade de participar de uma competição que incentiva a presença feminina na ciência também foi um dos fatores que despertaram o interesse pelo projeto.
Energia solar armazenada pela gravidade
A proposta desenvolvida pelas estudantes consiste em um sistema de iluminação que utiliza energia solar e armazenamento de energia por meio da gravidade.
Durante o dia, a energia produzida pelos painéis solares seria utilizada para acionar um mecanismo responsável por elevar um peso. À noite, quando a demanda por energia elétrica aumenta, esse peso desceria de maneira controlada, transformando a energia mecânica em eletricidade para alimentar a iluminação.

A ideia é criar uma alternativa que possa contribuir para uma iluminação urbana mais sustentável e viável, utilizando uma fonte de energia renovável e um sistema de armazenamento diferente das baterias convencionais.
Para as estudantes, o projeto também representa uma oportunidade de aplicar na prática conhecimentos adquiridos em sala de aula.
R$ 18 mil para desenvolver o projeto
Além da classificação no Desafio Liga Jovem Sebrae, o projeto recebeu um importante incentivo para sair do papel.
A equipe conquistou R$ 18 mil em financiamento da FAPEMAT, além de bolsas de iniciação científica destinadas às estudantes.
De acordo com o professor Cleverson Moura, os recursos serão utilizados para a construção e testagem de protótipos. Entre os equipamentos previstos está uma impressora 3D, que permitirá às alunas desenvolverem peças e novos projetos tecnológicos.

O professor destaca que o investimento não beneficia apenas o projeto atual, mas pode ampliar o contato das estudantes com ferramentas e conhecimentos relacionados à ciência e à tecnologia.
Próxima etapa pode levar equipe à fase nacional
Com a classificação, as estudantes agora se preparam para apresentar o projeto na etapa estadual do Desafio Liga Jovem Sebrae.
A equipe pretende avançar novamente na competição e chegar à fase nacional. Conforme explicado pelo professor, o desafio envolve diferentes etapas e categorias de ensino, com oportunidades de aprendizado, apoio financeiro e premiações para os participantes que avançarem.
O grupo também já conta com a experiência do professor Cleverson, que participou anteriormente de uma edição do desafio e chegou à etapa nacional com outro projeto.
Para as estudantes, a possibilidade de representar Campo Verde em etapas cada vez maiores é motivo de entusiasmo, mas também aumenta a responsabilidade na preparação do projeto.
Ciência como inspiração para novas estudantes
Além da tecnologia desenvolvida, o projeto tem outro objetivo importante: incentivar mais meninas a ingressarem nas áreas de ciência, tecnologia e Exatas.
As próprias estudantes reconhecem que ainda existe uma predominância masculina em algumas dessas áreas e acreditam que a participação delas pode servir de inspiração para outras jovens.
O professor Cleverson também destaca a importância de despertar a curiosidade dos alunos e oferecer oportunidades para que eles possam transformar ideias em projetos concretos.
Para ele, quando o estudante demonstra interesse e motivação, essa energia também acaba estimulando o professor a buscar novas possibilidades.
Agora, as quatro jovens cientistas de Campo Verde seguem trabalhando no desenvolvimento do protótipo, na pesquisa e na preparação para a próxima fase da competição — com o objetivo de transformar uma ideia surgida dentro da sala de aula em uma solução que possa, no futuro, ultrapassar os limites da escola.

















